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Autossabotagem: Cinco passos para romper o círculo

Se sabotagem “é o ato de impedir o pleno funcionamento de qualquer mecanismo” a autossabotagem seria a sabotagem atirada contra si. Em outras palavras é o que eu chamo de “tiro no pé”, ou seja: quando a própria pessoa age contra ela mesma. Mas como e por que isso acontece?

Autossabotagem

É simples: a pessoa, fazendo o oposto do que a Bíblia nos orienta a fazer para seguir Jesus (igual negar a si mesmo – Lc 9.23), se super valoriza e, consciente ou inconscientemente age contra ela mesma. Lança mão de mecanismos, estratégias, pessoas ou relacionamentos que comprovem a impossibilidade do seu sucesso.  Dessa forma, humanamente ela ratifica seu fracasso.

Falei consciente ou inconscientemente, porque esse processo de autossabotagem não acontece de forma fria e premeditada, mas paulatinamente e sem objetivar claramente o fracasso – ele é buscado de forma sutil e velada. Para romper esse ciclo vicioso é importante uma autoanálise e, caso a pessoa não seja capaz de administrá – La, a procura de ajuda profissional (psicólogo / terapeuta)

Humanamente falando, a pessoa se envolve a cada dia em verdadeiros redemoinhos, onde sua realidade contribui contra ela mesma.  Vale ressaltar que esta realidade só será mudada quando a pessoa resolver fazer um movimento de mudança – de dentro para fora. Contemplar sua realidade e lamentar-se pelas escolhas mal feitas jamais levará a lugar algum. O homem tem livre arbítrio. Ele é agente de sua história, ou seja: sendo responsável por suas ações, também é responsável por suas reações.  Entretanto, não se pode ignorar que essas reações são diretamente influenciadas por sua autoimagem, complexos, traumas, etc.

Espiritualmente

Espiritualmente, o autor da autossabotagem  apostata da fé, pois  propaga uma notícia tão falsa quanto absurda: a impossibilidade de Deus.  Isso tudo porque: como não há impossíveis para Deus, quem anuncia o contrário abriu mão dessa verdade…

Na prática, a autossabotagem só deixará de ser uma prática quando a pessoa decidir não alimentar mais atitudes que lhe agridam, ou seja: somente quando atentamos aos sinais de nossas relações e interações é que convergimos nossos atos a nosso favor. No corre – corre do dia a dia, no afã do sucesso, ouvimos mas não escutamos, vemos mas não enxergamos… O resultado é alimentar relações e sentimentos nocivos ao nosso bem estar.

Como romper esse circuito?

  1. a) Tomando atitudes que acrescentem;
  2. b) Desviando de pessoas que não nos merecem;
  3. c) Mantendo relações saudáveis;
  4. d) Cuidando de uma boa autoestima
  5. e) Vigiando e combatendo qualquer complexo

Como exemplo, gostaria de citar a parábola do filho pródigo – Lc 15.11-18. Ele fez uma escolha (errada), interagiu com pessoas (erradas) e na tentativa de ratificar que estava no caminho certo (errado) afundou-se na miséria e abandono. O insucesso chegou, ele passou por dificuldades, contemplou sua situação caótica e tomou a única decisão capaz de reverter seu quadro – tanto humana quanto espiritualmente falando – “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai”… Trocando em miúdos: somente quando entendemos que estamos tomando atitudes erradas e desenhando nosso insucesso, e nos dispomos a assumir as consequências de nossas ações é que nos libertamos do fardo da autossabotagem e trilhamos nossa vida rumo a felicidade e ao sucesso (não circunstancialmente e num futuro imediato, pois percalços, erros e fracassos  sempre existirão) mas no decorrer da vida.