Posted in Notícias Evangélicas

R.R. Soares renegocia horário na Band

R.R. Soares renegociará horário na Band

Assim os mais velhos expressavam-se quando eram insultados por uma afronta cujo o calibre fosse desmedido, um disparate, uma desonra. Não dá para encarar de outra maneira os números da recente coluna do blogueiro Ricardo Feltrin. Comentando o ajuste de contas que a Rede Bandeirantes está fazendo em seus cofres, Feltrin fala que a Band renegociará com a Igreja Internacional da Graça de Deus, sob o comando de R.R. Soares, o horário nobre cedido ao pastor. Ainda segundo a coluna, a igreja paga módicos nove milhões de reais mensais e os executivos do canal paulista estariam dispostos a elevar estes números para 11 milhões.

Sempre quando o debate evoca o caráter dos pastores eletrônicos (termo cunhado dos anos 70 quando a febre do evangelismo chegou à TV), o capixaba radicado em São Paulo é o menos criticado. Seu jeito água com salsicha de ser, com a ética rasteira e bobalhona, faz com que sua forma de evangelizar ganhe adeptos não apenas pelos milagres, como também pelo jeito matuto de fazer TV e culto. Suas cerimônias povoadas por pessoas de terceira idade, é um festival de curas de problema na coluna, muito recorrente aos que tanto trabalharam neste país e que hoje sentem os reflexos da labuta. No entanto, pela ingenuidade e doce ignorância da sua membresia, bicos de papagaio, artrose, artrites e problemas circulatórios, acabam se tornando os protagonistas da novela da vida real. Com seus sorrisos amarelos e com uma esperança cansada, os crentes que aparecem em seus programas transferem uma alegria tão fake, que fica difícil entender porque R.R. ainda possui alguma credibilidade junto aos seus.

Os métodos discutíveis, a hermenêutica de loja de 1 real e o lançamento de artistas pela Graça Music, fazem parte desta moldura impiedosamente religiosa e pouco evangelística, porque do Bom Pastor só se fala das curas e pouco da vida. Decepcionante para quem busca um pouco mais de profundidade, é um desaforo e uma ofensa de marca maior, saber que uma igreja paga quase 10 milhões de reais para ocupar um espaço na TV a título de boas novas. Em plena era de quebra na economia brasileira existem empresas que não possuem 10% deste orçamento para investirem, por exemplo, na busca desenfreada da indústria farmacêutica para cura de doenças que ainda perseguem a raça humana. Empresários, arrochados pela pressão tributária infernal, não dispõem de capital limpo para investirem em empregos ou em cursos de formação de especialização de seu casting. Inúmeros grupos de assistência e ajuda na recuperação de marginalizados da sociedade, precisam mendigar a ajuda de pequenos empresários ou cidadãos, para manterem os trabalhos sociais sérios que vão, sem qualquer publicidade, tentando diminuir os índices de gente jogada na sarjeta pelos mais diversos vícios.

Minha cidade não pega Band local e agora?

Bom se não tiver como assistir a o seu canal por antena normal, recomendo usar o sistema de antena via satelite, aquelas que pode ser vistas nas casas com a marca da SKY ou CLARO, se apontar uma antena dessas na para o ceu e possuir um receptor compatível com servidor cs assim pode assistir o culto do R.R. Soares

Portanto, se nosso azulado (ele vive de terno azul como se fosse o Roberto Carlos) pastor renovar o contrato com a Band, ratifica-se de vez a condição de que muita gente que carimba o selo de evangélico ainda não entendeu – e nem quer entender – o papel do dinheiro no Reino de Deus. A desculpa esfarrapada de que na TV está “alcançando milhões de almas”, pode até ser ridiculamente verdade, mas em nenhum momento, justifica que em um país miserável e carente de benevolência, alguém pague para uma empresa privada uma quantia exorbitante para colocar um programa de meia-tigela na TV.

Aqui cabe a pergunta de Judas Iscariotes, naquele contexto infeliz, mas neste, apropriado: “Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?”  – João 12:4

vai ter tudo os canais inclusivo os canais religiosos que vimos no post anterior

“As opiniões e informações passadas pelos colunistas do portal de notícias Fast News Gospel são de responsabilidade dos mesmos. Não sendo necessariamente as mesmas do portal. Acreditamos e respeitamos a liberdade de expressão de cada colaborador”.